Breve história do Centro

 

O Centro de Formação Calvet de Magalhães (CFCM) foi constituído em janeiro de 1993, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 249/92, de 9 de novembro, com a última redação dada pelo Decreto-Lei nº 15/2007 de 19 de janeiro e o nº 1 do Despacho 18039/2008 de 4 de julho e regulamentação complementar, na sequência do processo em que estiveram envolvidas 13 escolas básicas e secundárias da zona Ocidental da cidade de Lisboa.

Atualmente estão associados ao CFCM cinco Agrupamentos de Escolas e cinco Escolas Não Agrupadas, totalizando 28 estabelecimentos, que compreendem Jardins de Infância e Escolas Básicas e Secundárias, que se estendem ao longo do rio Tejo, entre o Restelo e a Baixa lisboeta, e em que prestam serviço cerca de 1300 docentes e de 350 não docentes.

O CFCM teve a sua sede na Escola Secundária Marquês de Pombal até 2019. A partir desse ano passou a estar sediado na Escola Secundária Fonseca Benevides.

O CFCM tem acreditação formal, a ser requerida de três em três anos ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. Também toda a sua oferta formativa , bem como os respetivos formadores, estão acreditados por aquela instituição.

O nome do Centro está ligado a Manuel Maria de Sousa Calvet de Magalhães, professor, metodólogo, artista plástico, que se notabilizou como pintor tendo recebido o Prémio Nacional de Arte Luís Lupi e o Prémio Amadeu Sousa Cardoso e estando representado em coleções públicas e privadas, nomeadamente no Museu Nacional de Arte Contemporânea e no Museu Municipal de Lisboa. Entre 1956 e 1974, foi professor e diretor da Escola Francisco Arruda, uma das escolas associadas a este Centro.

Como diretor da escola, teve intervenções marcadamente pedagógicas e humanitárias empenhando-se em experiências de coeducação, de integração de alunos deficientes, na implementação dos 7º e 8º anos experimentais e na utilização de meios audiovisuais, bem como na realização de sábados culturais com filmes e palestras com a presença de escritores, artistas e pedagogos e, ainda, a criação da Chiquinha – estabelecimento infantil e primário, para filhos de professores e funcionários da área.

O CFCM é um dos vinte e nove Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE) da área de Lisboa e Vale do Tejo e faz parte da “Malha Atlântica” que integra mais cinco outros CFAE (Amadora, Cacém, Cascais, Oeiras e Sintra).

As associações de Centros de diferentes regiões geográficas permitem a realização de encontros e congressos e o desenvolvimento de projetos que proporcionam partilhas de conhecimentos e de experiências que constituem uma mais valia para todos ao gerar um ambiente produtivo e enriquecedor.

A formação, dirigida inicialmente aos docentes, estendeu-se ao pessoal não docentes (administrativo, auxiliar e técnico), contemplando uma diversidade de modalidades e disseminou-se pelos domínios pedagógicos, didáticos, relacionais, humanísticos, culturais, científicos e tecnológicos.

 O CFCM foi pioneiro em domínios formativos diversos, dos quais se destacam, entre outros, a Astronomia, a Energia, o Ambiente e as Tecnologias de Informação.

Na última década registaram-se diversos acontecimentos relevantes para o funcionamento dos CFAE, em geral, de que se destacam:

  1. Em 2012/2013, a tutela atribui aos CFAE a coordenação da Bolsa de Avaliadores Externos, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente.
  2. A publicação, entre 2014 e 2015, de legislação que estabelece regras de um novo Regime Jurídico que regula as estruturas e o funcionamento dos CFAE, sendo de salientar o estabelecimento de critérios que permitem monitorizar e avaliar aa formação implementada, com vista a garantir a sua qualidade e a criação da Secção de Formação e Monitorização.
  3. A criação, em 2015, de uma plataforma, coordenada pela DGAE, onde é registada toda a informação sobre as ações para docentes, implementadas por cada um dos CFAE.
  4. Pelo despacho nº 5908/2017, de 5 de julho, foi autorizada a implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular dos ensinos básico e secundário, no ano escolar de 2017-2018. Neste âmbito, foi atribuído a cada CFAE um Representante com a função de apoiar e monitorizar a implementação deste projeto nas Escolas associadas.
  5. No âmbito do Plano de Ação para a Transição Digital, de 21 de abril de 2020 (Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020) é implementado o Programa de digitalização para as Escolas, que contempla uma forte aposta no desenvolvimento das competências digitais dos docentes, necessárias ao ensino e aprendizagem neste novo contexto digital. Para apoiar os CFAE e as escolas associadas no trabalho a ser desenvolvido nesta área, foi criada a figura de Embaixador Digital.

Nos últimos anos, o facto de haver formação financiada pelo Orçamento de Estado e a necessidade de formação decorrente do descongelamento das carreiras docentes, fez disparar a procura de formação.

Apesar de diversos constrangimentos, sentidos ao longo dos tempos, a oferta formativa do Centro sempre se pautou pelo elevado rigor e qualidade. Isso deve-se, em grande parte, ao bom relacionamento que foi possível estabelecer entre o CFCM e as Escolas associadas.

Até ao momento, o CFCM contou com três diretores, que sempre se nortearam por um referencial de qualidade no desempenho das suas funções, procurando implementar uma formação dinâmica, atualizada e inovadora, tal como é reconhecida pelos formandos, e que se propõe conciliar as necessidades e solicitações individuais e institucionais.

Amândio Seco da Costa

Amândio Seco da Costa

Diretor do CFCM 1993-2005

Jaime Alves dos Santos Carlos

Jaime Alves dos Santos Carlos

Diretor do CFCM 2005-2013

Margarida B. Osório Saraiva

Margarida B. Osório Saraiva

Diretor do CFCM 2013-Atual